A Dor pela Dor!
Talvez fosse interessante refletirmos sobre isso!
Não só quando sentimos a dor, mas muito mais ainda quando presenciamos que uma outra pessoa está “dizendo” que está sentindo uma dor.
Quando por exemplo, uma pessoa estando doente e ao ser consultada por um médico, lhe informa que está com muita dor em determinada parte do corpo, a qual não pode nem ser tocada. Sendo que, após saber disso o médico vai justamente tocar naquele local onde foi-lhe dito haver muita dor. E, mesmo que ao tocar a pessoa solte um “berro”, muitas vezes o próprio médico diz:
- Não é nada... já vou parar.
Ora, por incrível que pareça temos, inconscientemente, a certeza de que a pessoa não está a sentir a dor que declara haver. É por isso que,na grande maioria das vezes machucamos, maltratamos, fazemos mal a alguém, sem saber que assim estamos agindo. Pior, achamos que estamos é ajudando aquela pessoa a sair de uma dificuldade ou deixar de continuar sentindo alguma dor. Pior ainda, é não querermos enxergar que aquela dita pessoa passa a ter algum rancor de nós, porque para ela, não estamos sendo nada bom; estamos lhe maltratando.
Muito embora, seja sabido que o médico, ou quem quer que seja, tem a necessidade de acabar com a dor de alguém, é primordial que antes de tudo, inevitavelmente, primeiro acabemos realmente com o que está afligindo aquela pessoa, para depois sim, procurarmos o que foi a causa e procurarmos conscientizar os que haviam problemas a não mais tornar a vir a “enveredar” por caminhos que de novo poderá vir a ser talvez um novo pesadelo.
É preciso ainda, termos consciência de que muitas vezes também nos deparamos com situações em que alguém está tão “impotente” para resolver seus problemas que espera justamente que outro tome alguma iniciativa no sentido de poder ajudar-lhe a sair de determinada crise. Sem esquecer também que, noutras vezes, ainda inconsciente, nos é mostrada determinada situação de tal forma que quem nos assim apresentou, está... repito “inconscientemente” nos impondo, cobrando, alguma atitude de nossa parte, mesmo porque, por incrível que pareça nos é passada a nítida impressão de que ela é uma coitadinha..., e nós é que devemos ajudar... e ainda, ai de nós se não ajudarmos. Passaremos a ser vistos, por esses necessitados, como pessoas más.
Outro exemplo, bem mais claro, é quando um necessitado/doente passa a ter uma pequena ajuda de nossa parte, que em princípio pode ser uma visita para simplesmente dar-lhe um medicamento; depois passa nos cobrar para ficar um pouco mais; em seguida para passarmos mais outra vez, que antes não estava prevista, e por aí vai progredindo até chegar ao ponto de que começaremos a termos que dedicar obrigatoriamente parte do nosso tempo. Teremos que estarmos vigilantes para que não nos “escravizemos” pelos necessitados. Poderemos sim, evidentemente, ajudar sim, não só financeiramente, mas uma ajuda física mesmo, humanitária, solidária, comunitária. Acredito que, assim estaremos realmente ajudando e ao mesmo tempo nos ajudando, e ainda, tentar deixar transparecer para os outros que eles devem também ter consciência de prestarem também sua parcela de ajuda humana.
domingo, 6 de janeiro de 2008
A Dor pela Dor!
Postado por
LC Costa
às
16:53
0
comentários
Marcadores: ajuda, comunitária, dor, humanitária, necessitados
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
O que acontece quando Deus erra?
Este é meu primeiro texto em Blog, o qual fiz em agradecimento a algumas pessoas amigas, desconhecidas também e tudo tendo acontecido por causa da morte de um irmão dessas pessoas.
"Talvez venha a ser título de um livro: O que acontece quando Deus erra?
Pois é, nos deparamos com esse emaranhado de teias, nas quais não sabemos quando; por que; onde; ou com quem; iremos conviver de alguma maneira. Mesmo que seja, por até um pequeno lapso de tempo, mas terá sido o suficiente e necessário para que haja um elo de ligação... com certeza não só para ajudar, mas muito mais – sem que se perceba – para ser ajudado a si próprio. É por isso, que muitas, e muitas vezes nós buscamos respostas para o porque de certos acontecimentos, algumas rápidas passagens por aqui, idas repentinas..., e ficamos a querermos nos conformar – sem compreender – que era uma pessoa tão boa, alegre, amiga, simples, humilde, bom pai, bom filho, bom irmão...
Cada um de nós aqui presente, antes de se conhecer, provavelmente, não tinha nenhuma possibilidade de algum dia se encontrar! Por que será então, que tivemos que nos encontrarmos?... Qual ligação existe entre nós? – Essa teia não fui eu quem programei!
Às vezes, não conseguimos enxergar a importância que tem no universo – um grão de areia – somente quando o temos dentro do olho... ai sim, parece uma enorme pedra. Se observarmos, as pedras são formadas por uma infinidade de grãos de areia.
Não me lembro de ter conhecido o Renato, antes de sua partida. Porém, a semente que ele deixou, talvez sem perceber, foi de alegria, humildade, amor, caridade, amizade, simplicidade e muito mais. Foi essa semente, que começou a germinar, nos corações... primeiro de seus próximos, depois pelos próximos de seus familiares, e assim sucessivamente. Lembremos, das plantas – que também são “natureza” que têm que morrer para germinar. As pessoas também são “natureza”. E foi por isso que, com ajuda comum de cada um de nós, conseguimos levar a frente a idéia de ajudarmos uns aos outros, mesmo que tenha sido por pouco tempo. Mas, até nesse curto período de tempo, foi evidente, que pessoas puderam ser ajudadas, pessoas sentiram-se um pouco menos desamparadas, pessoas participaram mais, ajudando uns aos outros. Tudo isso, sem saber a quem! Essa ajuda comum... – lembram-se da teia?... – foi também recebida de outras pessoas, que nem conhecíamos, mas que também puderam contribuir desde antes do início dessa auto-ajuda, quer com visitas de entidades ou por simples pessoas com o intuito de nos fornecer informações ou procedimentos a serem seguidos.
Cada uma dessas pessoas, cada um de nós, foi importante, e continua a ser, pois, a vida germinou, a vida continua, a vida precisa ser vivida, a vida precisa de vida, a vida..., o querer viver..., encontra uma maneira de poder viver, fazer viver, e é por isso que nós cruzamos nossos caminhos. Para nos ajudarmos a ajudar os outros. Isso, os outros, precisam ainda de muita ajuda, mas foi gratificante enquanto pudemos ajudar mais e mais pessoas a se sentirem mais “vivas”.
"Cada criança que nasce, representa que Deus ainda não perdeu a esperança nos homens!" E nós todos somos a prova real disso!
Então, a todos vocês que fazem parte dessa “teia”, meu muito obrigado do fundo de meu coração. E para AQUELE que criou essa “teia” meu MUITO OBRIGADO, por eu fazer parte dela."
Postado por
LC Costa
às
16:33
1 comentários
Marcadores: ajuda, Deus, sem saber a quem, teia, uns aos outros